Conceito antigo que volta a assombrar muitos investidores após uma Década. O valores exorbitantes nas avaliações dos capitais de diversas empresas causou grandes prejuízos, pois os valores eram puras estimativas.
Em meados de 1999 pra 2000 ocorreu um fato chamado “estouro da bolha da internet”, este acontecimento marcou a época das altas estimativas nas empresas virtuais nas bolsas de valores.
Grandes empresas da internet, como a Netscape, estavam abrindo seu capital para o mercado conhecido por IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações). Até aqui nada de incomum! Várias empresas fazem isso para capitalização de recursos. Porém a especulação dos valores dessas empresas eram irreais. Por exemplo, uma companhia que tinha seu faturamento média anual de US$ 1,5 milhão estava recebendo estimativa de US$ 70 milhões. Com isso muitas empresas com capitais bem menores estavam recebendo o mesmo tipo de especulação.
O problema da estimativa estava em relação aos lucros dessas empresas, a maioria estavam com pouco capital, consequentemente pouco lucro.
Foi nesse momento que houve o “estouro da bolha”. Várias empresas começaram a ter prejuízos, inclusive as pequenas, que não tinha um planejamento muito fortalecido e, assim, queimando todo o seu investimento que adquiriram. Como previsto, algumas entraram e estado de falência e outras divulgaram a venda por valores simbólicos.
Atualmente a bolha 2.0 não é uma ilusão, de acordo com vários especialistas estamos com alguns sinais muito parecidos com o estouro de 2000. Se analisarmos um pouco o mercado de hoje notaremos que esse mesmo tipo de negociação ou especulação nas empresas da internet estão voltando aos poucos. No início do ano o Facebook foi avaliado em US$ 50 bilhões. Sabemos que ainda não começou sua oferta de ações, mas antes disso já adquiriu esse valor! Agora imaginem quando abrir seu capital ?
Não perdendo tempo a rede social de currículos, a LinkedIn, fez seu IPO no mês de maio e adquiriu valores muito maiores que o previsto. No início do pregão suas ações estavam em torno de US$ 45 e subiram para US$ 122 e terminaram o dia com alta de 109%, a US$ 94. Resultado: a companhia está avaliada em US$ 8,9 bilhões.
Temos um furo nisso tudo, a rede social não estava com um faturamento muito bom. Em 2010 ela gerou US$ 15 milhões, isso significa que seu valor é quase 600 vezes de sua receita. No mercado da bolsa o valor médio de uma empresa ao abrir seu capital costuma ser o seu faturamento em dez anos. Observaram a discrepância ?
Ouvimos diversos rumores sobre o valor do Twitter, pelas especulações, seu valor poderia chegar a US$ 10 bilhões. Novamente não podemos deixar de lado a análise da receita anual, que poderá chegar a US$ 110 milhões em 2011. Notou como as contas não batem ? Outro ponto relevante nessa história é o plano de negócio da empresa em questão, que não é direcionado a lucratividade, hoje tentam implementar anúncios porém nada ainda que possa ter uma lucro que justifique essa avaliação.
Os fatores que simulam a chegada dessa nova bolha são muito comuns e nos fazem refletir e recuar nesse tipo de investimento. Por outro lado não temos como negar que existe um aumento significativo no mercado da tecnologia e possivelmente essas empresas mencionada podem ter um crescimento monstruoso em seus faturamentos, como o próprio Facebook, que a cada ano supera suas expectativas em torno de seu lucro.
De qualquer maneira, fiquem atentos ao crescimento dessa nova Bolha 2.0
Até a próxima.
Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u19223.shtml
http://info.abril.com.br/noticias/blogs/trending-blog/mercado/linkedin-denuncia-a-nova-bolha-da-internet-2/
http://blogs.estadao.com.br/link/acoes-do-linkedin-formaram-uma-bolha/
http://oxenti.com/www/2011/01/10/facebook-uma-nova-bolha-na-internet/
http://www.midiatismo.com.br/comunicacao-digital/venda-do-twitter-e-a-nova-bolha-da-internet
Semana passada tivemos o lançamento da nova Rede Social do Google chamada de Google+, pronunciada, Google Plus. Pra quem já está utilizando a nova rede social, pode se deparar com novos recursos, alguns bem diferentes em comparação com outras redes sociais. Por esse motivo pretendo listar o que o Google+ nos oferece.
Muito fácil de entender, essa funcionalidade foi baseada em falhas encontradas no recurso de grupos do Facebook. Você colocar seus contatos em grupos chamados de Círculos de maneira muito rápida e fácil. Detalhe, os contatos não ficam sabendo em qual grupo você os adicionar, só que foi adicionado.
Como não poderia faltar a funcionalidade de compartilhamento de conteúdo, é bem parecido com o mural do Facebook. Aqui você pode compartilhar textos, fotos e vídeos. Além disso você pode publicar um conteúdo a um círculo específico e também desativar comentários sobre sua publicação. Outro aspecto bacana sobre esse recurso é a possibilidade de filtrar o Stream dos seus contatos.

Esse recurso aparenta ser um teste, pois não mostra grande maneira de sociabilização. O objetivo é você ficar sabendo de novidades sobre alguns assuntos de seu interesse, exemplo: Ciclismo, Receitas Android e Robótica. Pelo visto aparenta se uma assinatura de feed, só isso.
Creio que seja o recurso mais bacana do Google+, ele permite fazer videoconferência entre seus contatos, utilizando webcam e microfone.
Ainda pode fazer chamada para uma certo círculo e restringir o compartilhamento de conteúdo. Tem um detalhe, será necessário instalar um plugin em seu computador.
Nada demais, uma função padrão. Bate-papo com seus contatos, mesmo recurso disponível no Gmail, Orkut e no próprio Facebook.
Creio que seja uma cópia do Facebook, mas tem uma diferença, o local, o Google+ colocou a parte de notificações na parte superior direita ao invés da esquerda como é no Facebook.
Com certeza não poderia faltar o álbum de fotos. No Google+ o recurso é bem social, quando você acessa o link de fotos em seu perfil ele vai ilustrar as últimas imagens de seus contatos. Também deixei bem destacado o tipo de divisão de fotos em sua lateral esquerda, criando assim um agrupamento como: Fotos de seus círculos, Fotos do seu celular, Fotos com você e Seus álbuns.
A parte de visualização não mudou, a ilustração das imagens são feitas em miniaturas ou em tamanho normal como o do Facebook e Orkut, permitindo comentários.
Os internautas que ainda não estão usufruindo da novidade não precisam se desesperar, os convites para a nova rede social estão sendo distribuídos aos poucos e com certeza chegará sua vez!
Até a próxima.
Provavelmente você deve ter ouvido falar sobre os ataques dessa semana aos sites do Governo Brasileiro, como : presidencia.gov.br, brasil.gov.br e o receita.fazenda.gov.br. Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), que oferece o serviço de hospedagem dos sites, os ataques não foram bem sucedidos, não havendo acesso aos bancos de dados e nenhum dano aos sistemas, veja a nota oficial.
Porém, pra quem tentou acessar os sites na madrugada desta quarta-feira (22/06/2011), notou que os mesmos estavam muito lentos ou até fora do ar. Então o que aconteceu? O SERPRO informou que não houve nenhum dano.
Vamos entender o que realmente ocorreu. Os sites não foram invadidos, eles sofreram um ataque de Distributed Denial of Service (DDoS), conhecidos também por “recusa de serviço distribuída”.
DDoS não é tão novo assim, sua primeira utilização foi em meados de 1998, esse método consiste em congestionar o acesso a máquina alvo por meio de multiacessos. Uma máquina X que controla o ataque infecta outras máquinas denominadas de Zumbis e recebem uma informação sobre qual máquina devem atacar. O mecanismo é simples, todos os zumbis começam a criar vários ip`s (identificação dos computadores na internet) fantasmas, gerando milhões de acessos simultâneos a máquina alvo fazendo com que ela comece a recusar solicitações de usuários reais, criando assim a indisponibilidade de serviço. Observe a imagem ao lado.
O DDoS é uma forma distribuída de outro método Denial of Service (DoS), em português “ataque por recusa de serviço”, esse consiste em ataque por meio de uma única máquina.
Para coibir esse tipo de ataque é bem complicado, normalmente procuram sempre filtrar certos tipos de pacotes, e criar regras consistentes de firewall e desativar serviços que não são utilizados, mais o maior esforço das equipes de segurança é tentar manter o serviço (site) sempre disponível. Por outro lado a prevenção pode ser feita nas máquinas que são invadias, os Zumbis, a verificação de atualizações de segurança dos sistemas operacionais e antivírus são muito bem vindas.
Fico por aqui, até a próxima.
Semana conturbada mas enfim mais um post. Nesse último final de semana meus familiares me questionaram quais os benefícios e o que é realmente a tecnologia Cloud Computing, em português, Computação em Nuvens.
O conceito e a utilização da tecnologia é muito simples. O problema entorno dela é a escolha por qual ferramenta utilizar. Temos várias e cada uma com um aspecto diferente, algumas vários pontos positivos outras nem tanto, mas todas trazem o conceito de Cloud Computing.
Explicarei sucintamente o conceito, em seguida uma leve comparação entre as ferramentas já existentes.
É um serviço de armazenamento de dados na internet, ou seja, é como se tivéssemos um pen driver ou um hd virtual, onde poderíamos acessar nossos documentos, fotos, músicas, gráficos, vídeos e etc, em qualquer lugar, por meio de qualquer dispositivo, que tenha conexão via internet. Simples não ?
Pra quem já utiliza e tem um servidor web esse tipo de serviço, parece ser comum, exemplo quando transmitimos arquivos via FTP. Entretanto, o Cloud Computing, viabiliza o acesso aos dados de maneiras mais simples, com o minino de burocracia.
Um aspecto bem relevante das ferramentas mais conhecidas, é a ausência de custos iniciais na utilização do serviço. Em seguida ilustro, por meio de uma tabela, um comparativo das ferramentas com relação as suas características, a forma de acesso pelos dispositivos e se existe alguma plataforma de streaming de mídia (áudio e vídeo).
Observe que existe uma grande diferença entre as ferramentas, algumas disponibizam o acesso a qualquer dispositivo e plataforma, outras especificam o acesso, entretanto contém mais espaço de armazenamento.
É bem complicado decidir, mas a escolha dependerá dos dispositivos e das plataformas que possui. Exemplo, caso possua equipamentos da apple, o iCloud é a melhor alternativa, ela consegue sincronizar seus dados em todos os dispositivos. Para quem tem Android junto ao Windows, as opções como o Amazon Cloud, e o serviço do Google são bem interessantes ou até mesmo o Windows Live. E caso tenha uma misturada de plataformas e dispositivos, você pode adotar o Dropbox, pois é multi-plataforma e ainda pode ser acessado via browser.
Fico por aqui, até a próxima…
Fontes :
http://www.wired.com/gadgetlab/2011/06/cloud-services-compared/
Tudo em nossas vidas está voltado a mensurar alguma coisa, observe, você precisa contar a quantidade de dinheiro para pegar seu ônibus, calcular a quantidade de farinha de trigo em um bolo, a quantidade de resmas de papel que deverá ser necessária para um mês, marcar a quantidade de horas extras que fez durante o mês para adicionar em seu salário.
Observou como encontramos sempre uma forma de medir alguma coisa? Ai lhe pergunto, como podemos medir o tamanho e até o custo de um software (sistemas, sites, blogs) ? O problema nessa pergunta está na resposta, confuso ? A questão é, qual parâmetro iriamos utilizar para medir coisas que podem ser muito diferentes. Exemplo: um sistema de automação comercial, tem suas especifidades e com certeza é bem diferente de um site divulgação de várias redes sociais. Os dois exemplos anteriores são considerados softwares, e agora José?
O modo mais comum de mensurar o valor de um software, é pela quantidade de esforço aplicado no desenvolvimento, ou seja, quantidade de horas gastas por cada pessoa envolvida no projeto, também chamamos de homem/hora.
Bem provável que você esteja se perguntando agora, “Mas isso não é o correto ?”. Pois bem, claro que podemos considerar esse tipo de estimativa de custo usual, entretanto pode nos trazer muitos problemas. Vamos usar um caso bem comum que acontecia em contratos de terceirização de serviços com órgãos públicos. Ao fechar o contrato, a forma de pagamento era em homem/hora, quanto mais os profissionais terceirizados trabalhassem, com certeza receberiam mais, porém isso não quer dizer que o serviço seria entregue mais rápido. Os profissionais faziam 10 vezes mais horas extras, mas o trabalho continua sendo feito em um ritmo normal, sem nenhuma pressa. Esse é um pequeno de exemplo quando mensuramos o valor de um software por homem/hora. E a solução pra isso, existe? Sim, vamos ver agora.
Uma solução que encontraram foi fazer todas as estimativas de custo dos softwares por Ponto de Função ao invés de homem/hora. Essa modalidade de medida foca exclusivamente nas funcionalidades do sistema na perspectiva do usuário. Antes de qualquer coisa, vamos entender realmente o que é Análise de Ponto de Função (APF) e como ela pode nos auxiliar a mensurar o tamanho ou até o valor de software.
APF é considerada uma técnica de medição das funcionalidades encontradas por um software, mas essas funcionalidades deve ser totalmente identificadas pelo usuário. Por sua vez o Ponto de função (PF) seria a unidade de medida a ser analisada, seu objetivo é tornar a medição independente da tecnologia utilizada para a construção do software. O propósito da APF é procurar medir o software com relação ao que ele pode fazer, desconsiderando a forma como ele é desenvolvido.
Importante destacar que pontos de função não medem diretamente esforço, produtividade ou custo. É exclusivamente uma medida de tamanho funcional do software. Este tamanho, em conjunto com outras variáveis, é que poderá ser usado para derivar produtividade, estimar esforço e custo do projeto de software.
A APF não é uma técnica tão nova quanto a maioria das pessoas pensam, ela surgiu em 1979 como resultado de um projeto desenvolvido por Allan Albrecht, pesquisador da IBM. Allan observou que nem todos os projetos usavam a mesma linguagem de programação, portando procurou desenvolver uma maneira de analisar os aspectos importantes do software, não ressaltando assim o tipo de tecnologia. Esta medida, a APF, por se basear na visão do usuário, é independente da linguagem de programação ou de qualquer outro aspecto relacionado à implementação do software.

O processo de contagem começa a partir da análise dos requisitos reconhecidos pelo usuário, por meio da documentação técnica do software, exemplo: Especificação de casos de usos, diagramas de classe, MER, protótipos de telas e etc. Toda essa análise é realizada com base nas padronizações de contagem, descrita no Manual de Contagem da International Function Point Users Group (IFPUG).
Depois do estudo e reconhecimento do software, iniciamos o famoso processo de contagem, que pro sua vez é composto por algumas regras, não muito complexas, mas necessárias. Abaixo listo as etapas sequenciais para a conclusão no processo de contagem:
Brevemente abordarei com detalhes cada um desses passos. Aguarde os próximos posts.
Não pode se julgar, afirmando que a APF é uma técnica perfeita. Entretanto bem aplicada pode nos trazer muitos benefícios.
Enfim, é relevante ressaltar que a APF não está sendo utilizada por questão de modismos, mas sim, por questão de resultado. A técnica bem aplicada pode economizar muito dinheiro e tempo tanto para quem contrata o projeto, quanto pra quem desenvolve. Recomendo muito o estudo e a sua aplicação, mas cuidado para não o utilize de forma errada.
Fico por aqui, até a próxima…
Fontes:
IFPUG – http://www.ifpug.org
FATTO – http://www.fattocs.com.br
BFPUG – http://www.bfpug.com.br